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Edital 21/2023, regularidade  documental dos Estágios Curriculares Supervisionados Obrigatórios dos Cursos Superiores de  Bacharelado e Tecnologia do IFFAR – Campus Santo Augusto

No sábado, 25 de fevereiro, uma parte dos acadêmicos do Bacharelado em Agronomia do IFFar – Campus Santo Augusto, envolvidos nos Projetos de Pesquisa e Extensão, acompanhados pelos professores Hamilton Rosa e Ricardo Paraginski, participaram do 4º Show Seed de Verão, realizado pela Strobel Sementes, na Fazenda da Taipa, KM 131, BR 158, Condor/RS.  

A empresa que é parceira do IFFar – Campus Santo Augusto na execução dos projetos de pesquisa, trouxe nesta edição do evento uma imersão de tecnologia no campo e novidades em manejos e práticas que envolvem a produção agrícola da soja. A instituição agradece a empresa pela receptividade e parabeniza pelo excelente evento realizado.

Na oportunidade, foi possível acompanhar e discutir assuntos sobre qualidade de sementes, plantabilidade, desempenho e características de cultivares de soja, manejo biológico e químico no tratamento industrial e “on farm” de sementes, evolução biotecnológica de cultivares de soja, cultivares de trigo para safra 2023, além de resfriamento artificial de sementes e produção de produtos biológicos para utilização nos sistemas produtivos.

O Colégio de Dirigentes do IFFar (Codir) realizou sua 1ª reunião extraordinária nesta terça-feira (28). As pautas foram a flexibilização do número de matrículas para o início das novas turmas dos cursos do IFFar e os impactos dos recentes aumentos das bolsas de pesquisa e permanência anunciados pelo Governo Federal.

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De acordo com normas internas do IFFar, as novas turmas dos cursos devem ter um mínimo de 25 alunos matriculados para iniciarem o ano letivo. Esse número já vem sendo flexibilizado ao longo dos últimos anos, devido aos impactos da pandemia de Covid-19. A compreensão é de que, durante o período mencionado, houve uma redução geral nas matrículas em cursos oferecidos pelas instituições brasileiras. O número necessário para a abertura das turmas foi reduzido para 15.

O número mínimo de alunos para a abertura de cursos é pensado levando-se em conta a sua sustentabilidade econômica. De acordo com a pró-reitora de Ensino do IFFar, Patrícia Donicht, os custos para se manter um curso com mais ou menos que 25 alunos é o mesmo, considerando a necessidade de profissionais e utilização de espaços físicos.

No atual processo seletivo, também houve diversos cursos do IFFar que não atingiram 25 matrículas. A situação é especialmente relevante em relação aos cursos de Licenciatura e aos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio oferecidos na modalidade de Educação para Jovens e Adultos (Proeja). Confira alguns dos números apresentados na reunião do Codir mais abaixo nesta notícia.

É importante ressaltar que os números apresentados no Codir em relação aos cursos superiores se referem apenas à 1ª chamada do processo seletivo. Ainda haverá a segunda chamada e a abertura do edital de seleção simplificada a partir de 28 de fevereiro. Esta última seleção tem o período de inscrições previstos para ocorrer entre 28 de fevereiro e 12 de março. Esses processos poderão aumentar o número de matrículas nos cursos do IFFar.

Em relação aos cursos de Licenciatura, a reitora do IFFar, Nídia Heringer, lembrou que há uma baixa procura geral por parte dos estudantes. Esta não é uma situação particular do IFFar e nem apenas das instituições de educação públicas. De acordo com a professora Nídia, instituições privadas que historicamente costumavam oferecer cursos de licenciatura estão deixando de fazê-lo.

O diretor Geral do Campus São Vicente do Sul, Deivid Dutra, lembrou que o IFFar, como instituição pública, deve atender a outros interesses da sociedade e não se pautar apenas pelas questões econômicas. Ele defendeu a continuidade da oferta desses cursos mesmo com o baixo número de alunos, considerando-se, além de outras questões, que se corre o risco de não termos professores de ensino básico suficientes no Brasil nos próximos anos. Deivid Dutra também relacionou a baixa procura dos cursos de Licenciatura à desvalorização da educação e da carreira do professor.

A diretora Geral do Campus Santa Rosa, Analice Marchezan, lembrou ainda que os Institutos Federais são obrigados por lei o oferecer um percentual mínimo de vagas em cursos de licenciatura. O diretor Geral do Campus São Borja, Artenio Rabuske, fez a ressalva de que há uma natural perda de alunos ao longo dos semestres. Essa situação seria ainda mais grave em cursos que já iniciarem com um baixo número de matrículas.

Consideradas estas questões, o Colégio de Dirigentes do IFFar decidiu flexibilizar o número mínimo de matrículas para a abertura de novas turmas nesse ano letivo. Os cursos de licenciatura poderão iniciar com qualquer número, inclusive inferior a 15. Dependerá de avaliação local de cada unidade, que terá liberdade para decidir pela abertura ou não das novas turmas. Os demais cursos de graduação deverão ter um mínimo de 15 matrículas, como já vem ocorrendo nos últimos anos.

Situação semelhante ocorre com os cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio oferecidos na modalidade de Educação para Jovens e Adultos. A oferta de um percentual mínimo de vagas para cursos desse tipo também é uma obrigatoriedade legal dos Institutos Federais. Assim como em relação às Licenciaturas, o Codir aprovou a abertura de novas turmas com qualquer número de alunos, dependendo apenas da avaliação local de cada campus.

Em relação aos cursos Técnicos Subsequentes ao Ensino Médio, a situação é bem melhor. Apesar de alguns cursos não terem fechado o mínimo, os números de estudantes matriculados são mais altos. De acordo com os dados apresentados na reunião do Codir, dez cursos tinham menos de 25 matrículas. Os números ainda não levavam em conta os processos seletivos complementares. Alguns diretores gerais explicaram que vários desses cursos já tinham atingido os quantitativos mínimos.

Levando em conta essas questões, as quantidades mínimas também foram flexibilizadas para os cursos Subsequentes. Na próxima reunião do Codir, a ser realizada no dia 8 de março, os números de matrículas atualizados serão apresentados.

Em relação aos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio, não há problemas. De acordo com o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional do IFFar, Carlos Lehn, esse é o processo seletivo da instituição que mais tem sucesso. A seleção desse ano recebeu 4 mil inscrições. Em alguns casos isolados em que turmas não foram fechadas, o problema foi sanado logo na primeira semana letiva, com as chamadas complementares.

Números de Matrículas em novas turmas de cursos do IFFar em 2023

Cursos Superiores

Oito cursos possuem 25 matrículas ou mais:

  • Agronomia, oferecido nos campi Alegrete, Júlio de Castilhos, Santo Augusto e São Vicente do Sul;
  • Ciências da Computação, oferecido no campus Frederico Westphalen;
  • Administração, oferecido no campus Santo Augusto;
  • Análise e Desenvolvimento de Sistemas, oferecido no campus São Vicente do Sul;
  • Gestão Pública, oferecido no campus São Vicente do Sul.

12 cursos tiveram 20 a 24 matrículas:

  • Pedagogia (EAD), oferecido no Centro de Referência de Santiago;
  • Medicina Veterinária, oferecido pelo campus Frederico Westphalen;
  • Administração, oferecido nos campi Júlio de Castilhos, Santa Rosa e São Vicente do Sul;
  • Gestão do Agronegócio, oferecido nos campi Júlio de Castilhos e Santo Ângelo;
  • Automação Industrial, oferecido no campus Panambi;
  • Sistemas para Internet, oferecido nos campi Panambi e Santo Ângelo;
  • Sistemas de Informação, oferecido no campus São Borja.

31 cursos tiveram menos de 20 matrículas:

  • 11 cursos têm de 15 a 19 matrículas;
  • 20 cursos têm menos de 15 matrículas.

Cursos Técnicos Proeja

Número de inscrições por unidade:

  • Alegrete – 11 inscritos;
  • Jaguari – 15 inscritos;
  • Júlio de Castilhos – 10 inscritos;
  • Panambi – 1 inscrito;
  • Santa Rosa – 11 inscritos;
  • Santo Ângelo – 3 inscritos;
  • Santo Augusto – 0 inscritos;
  • São Borja – 11 inscritos.

*Os demais campi não oferecem cursos nesta modalidade.

Governo Federal reajusta bolsas da Capes, CNPq e de Auxílio Permanência

O Governo Federal anunciou, no dia 16 de fevereiro, o aumento e a expansão das bolsas CAPES, CNPq e do Programa de Bolsa Permanência. O relato completo sobre os novos valores e os impactos no IFFar está disponível neste link.

Além de oferecer bolsas pagas por essas agências governamentais de fomento, o IFFar também disponibiliza bolsas de pesquisa, ensino e extensão com recursos próprios. Há uma orientação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) de que os valores pagos pelas instituições sejam equiparados aos valores pagos pelas agências.

Durante a 1ª Reunião Extraordinária do Codir de 2023, realizado nesta terça-feira (28), as pró-reitorias do IFFar demonstraram como seria o impacto financeiro para a instituição caso os valores fossem equiparados.

De acordo com a reitora do IFFar, professora Nídia Heringer, é preciso considerar que o orçamento disponibilizado pelo Governo Federal para o IFFar para o ano de 2023 não contempla o acréscimo no valor das bolsas pagas pela instituição. Por essa razão, não foi tirado nenhum encaminhamento durante esta reunião Codir. A questão, no entanto, está sendo debatida pela gestão e pelas unidades.

Confira os impactos:

  • Em relação às bolsas ligadas à Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFFar (PRPPGI), o impacto financeiro para uma eventual equiparação no valor das bolsas seria de 70%. O total investido passaria de cerca de R$100mil para cerca de R$170mil;
  • Em relação às bolsas ligadas à Pró-reitoria de Ensino (Proen), o impacto seria de mais de 100% para quatro campus do IFFar. Nos demais, o impacto se manteria sempre mais alto que 50%. Em relação às bolsas pagas a tutores da licenciatura em Matemática à distância, o valor passou de R$765,00 para 1.100. O IFFar recebe 24 bolsas da Capes. No entanto, seria necessário um total de 45 bolsas para o andamento dos cursos. Nesse sentido, o IFFar precisaria arcar com os custos de 21 bolsas. O montante de recursos necessários para isso seria de R$27.720,00 mensais (considerando também o pagamento de impostos);
  • Em relação à extensão, o incremento necessário seria de 91,88% nos recursos dos campi e de 58,45% nos recursos da Pró-reitoria de Extensão (Proex) destinados ao pagamento de bolsas. Considerando o montante pago em 2022, o déficit de 2023 seria, respectivamente, de R$361.200,00 e R$23.400,00. Em 2022, foram pagas 226 bolsas de extensão. Trinta e uma delas foram totalmente custeadas pela Proex;
  • Em relação às bolsas da Capes oferecidas através dos programas de Incentivo à Iniciação à Docência (Pibid), de Residência Pedagógica (PRP) e de Educação Tutorial (PET), que também foram aumentadas, não haverá impacto no orçamento da instituição. Elas são pagas diretamente pelo Governo Federal.

Codir - A 1ª Reunião Extraordinária do Codir foi transmitida ao vivo pelo canal da WebTV do IFFar no Youtube. As gravações de todas as reuniões podem ser acessadas no canal. As informações completas sobre o Codir, incluindo o calendário das reuniões está disponível neste link.

No dia 8 de março, ocorre a 1ª Reunião Ordinária do Codir. Acompanhe nosso site para mais informações.

Secom

De 23 a 25 de fevereiro, o IFFar – Campus Santo Augusto participou da 7ª EXPOAGRO COTRICAMPO, junto ao Campo Experimental da cooperativa em Campo Novo/RS. A organização do evento cedeu à instituição um estande, onde foi exposto para a comunidade, além dos cursos oferecidos, atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas por alunos e professores.

Na quinta-feira, dia 23, o estande ficou sob a responsabilidade dos cursos superiores de Bacharelado em Agronomia e Tecnologia em Gestão do Agronegócio e do curso técnico em Agropecuária integrado ao ensino médio. Na ocasião, os estudantes de Agronomia, Darlan Dörtelmann, Hernan Stumm, Luis Juliani e Alessandra Stroher, membros do Grupo Pós-Col: Ensino, Pesquisa e Extensão em Pós-Colheita e Qualidade de Grãos e Sementes, sob a supervisão do professor Ricardo Paraginski, organizaram no espaço da instituição, as análises de qualidade de sementes realizadas, onde foram elaborados testes de germinação, apresentando diferenças de qualidade de sementes de alto vigor, esverdeadas e com manchas púrpuras. Ainda, foram apresentados os testes de umidade, matérias estranhas e impurezas, germinação, vigor, teste de hipoclorito e testes de tetrazólio, além de um sementário elaborado pelo estudante de Agronomia, Everton Bueno, na Disciplina de Produção e Tecnologia de Sementes e doado a instituição. Os alunos do 2º ano do técnico em Agropecuária, acompanhados pelas professoras Eliane Rotilli e Patrícia Mombach, também estiveram presentes no evento nesse dia.

Na sexta-feira, dia 24, foram apresentados os cursos superiores de Tecnologia em Alimentos e Licenciatura em Ciências Biológicas e o curso técnico em Alimentos integrado ao ensino médio. Estiveram presentes nesse dia, a Diretora Geral Márcia Fink, o professor Aelson Aloir Santanna Brum e as professoras, Débora Moraes, Eleonir Diniz, Inaiara Rosa de Oliveira, Greici Oliveira, Melissa dos Santos Oliveira, Marieli da Silva Marques e Tatiane Storch, também participaram as técnicas de laboratório, Luciane Marili da Silva e Denise Felipim de Lima Rocha, os alunos de Licenciatura em Ciências Biológicas, Fábio Sievers e Maria Eduarda Wagner Cavinatto, e os alunos de Tecnologia em Alimentos Fabiana Didoné, Fábio Langner Casse e Jonas Gutkoski da Silva. Na ocasião, foram apresentadas para a comunidade as placas de análises microbiológicas e também alguns produtos feitos pelos alunos em aula, como geleias e hortaliças minimamente processadas.

No sábado, dia 25, o estande ficou a cargo do Curso Superior de Licenciatura em Computação e do curso técnico em Informática integrado ao ensino médio. Durante o dia, os professores, Adão Caron Cambraia e Uianes Biondo, o acadêmico Rafael Ramos, e o Diretor de Pesquisa, Extensão e Produção do IFFar - Campus Santo Augusto, Tarcísio Samborski, demonstraram para os visitantes o funcionamento dos robôs lego produzidos pelo Projeto de Inovação Tecnológica, “Prorobótica: pensamento computacional na Educação Básica”, desenvolvido em 2022 pelo IFFar Campus Santo Augusto em escolas de Santo Augusto, Nova Ramada e Passo Fundo.

Todos os anos os concluintes dos cursos técnicos integrados ao ensino médio do IFFar – Campus Santo Augusto, de Administração, Agropecuária, Alimentos e Informática, se inscrevem e participam da prova do Enem, visto que o exame é porta de entrada para a maioria das universidades do país, inclusive o IFFar.

Com a divulgação dos resultados do Enem 2022, no início do mês, uma série de notas altas em Redação e Matemática começaram a chegar até os professores. Buscando valorizar o trabalho dos estudantes e professores ao longo de todo o ano, a equipe de comunicação do campus decidiu divulgar para a comunidade os melhores resultados.  

Durante a pesquisa, 47 egressos aceitaram divulgar suas notas em redação e matemática no Enem 2022, autorizando o uso de sua imagem nas fotos que estão no quadro de destaques. Todos os egressos que estão no quadro têm notas acima de 800 em redação e acima de 700 em matemática.

Arte Destaques Iffar no Enem egressos 23.02.23

Segundo o professor de Língua Portuguesa, Edevandro Sabino, o processo de preparação para escrita do texto dissertativo argumentativo nos cursos técnicos integrados ao ensino médio inicia-se no segundo ano e é aprofundado no terceiro. No IFFar – Campus Santo Augusto os docentes da área de Letras, professores Edevandro Sabino, Rafaelly Schallemberger e Soni Pacheco de Moura trabalham em conjunto, trocando ideias e experiências, visando assim o melhor desempenho de todos os estudantes. “O estudante precisa confiar e sentir-se amparado pelo professor de produção textual na preparação para a redação do ENEM. Durante o período letivo, os professores apresentam as cinco competências avaliativas da redação, também costumam levar redações notas 1000 e outras com baixo desempenho para que os estudantes analisem. O passo mais importante para uma boa produção textual é a prática da escrita e essa atividade é oferecida pelos professores, que apresentam para as turmas diferentes propostas de produção com diferentes temáticas. Todos os textos produzidos são corrigidos conforme as competências avaliativas do ENEM. Após a primeira correção, os estudantes têm a oportunidade de reescrever o texto focando em melhorar os pontos negativos apontados pelo professor na primeira correção”.

A professora de Língua Portuguesa, Soni Pacheco de Moura destaca que, no segundo ano se introduz o texto dissertativo, sendo apresentadas as etapas de construção do parágrafo, na sequência, se trabalha as especificidades do texto dissertativo do ENEM, ressaltando o que se deve fazer nos parágrafos de introdução, desenvolvimento e conclusão, tendo como objetivo treinar a argumentação, aprender a fazer citações e integrá-las ao texto, bem como realizar com êxito uma proposta de intervenção para a problemática tratada. No terceiro ano o trabalho de redação torna-se mais assíduo, onde as questões de coesão, pontuação, colocação pronominal, são pensadas na sua utilização na escrita e não de forma descontextualizada. “Saliento, como ponto forte de nosso trabalho, o estudo dos critérios de correção utilizados pelos corretores do concurso, a prática de reescrita de todos os textos cuja nota foi inferior a 700 e o incentivo para que os estudantes desenvolvam um bom repertório cultural, que por certo fará toda diferença na nota da redação. Este é um trabalho que temos aprimorado a cada ano e penso que se tivéssemos como parâmetro a nota 700, que é a nossa média, poderíamos verificar que estamos atingindo mais de 70% de nossos alunos de terceiro ano, por isso os dados de ingresso no ensino superior são sempre expressivos”.

A professora de Língua Portuguesa, Rafaelly Schallemberger, considera relevante destacar a dedicação dos alunos em compreender a estrutura textual e os mecanismos de correção, a fim de obterem bons resultados, e isso representa, em geral, a possibilidade de ingressarem nos cursos que almejam. “A partir dos estudos que fizemos juntos, também me desafiei como profissional a buscar cursos específicos de redação e a adquirir diversos livros que tratavam do assunto. Entendo que os mecanismos de correção ainda não estão bem claros aos alunos e isso precisa ser explorado por nós professores, de forma didática. Em paralelo, busquei explorar o potencial de leitores e, ao trabalhar com os clássicos da Literatura Brasileira em sala de aula, foi possível ampliar o repertório argumentativo dos alunos, o que gerou excelentes resultados”.

De acordo com o professor de matemática, Sandro Amorim de Souza, que atuou na turma do 3º ano do Técnico em Administração em 2022, todo o trabalho feito durante todo o ensino médio com os estudantes é voltado para o Enem. “Não somos um cursinho preparatório para Vestibular e para o Enem, visto que temos menos aulas de matemática, então todo o conteúdo ensinado durante os três anos do ensino médio, já é falado e pensado em estratégias de modo a comunicar para o aluno, como isso seria cobrado dele no Enem. Sou um professor muito exigente que cobra muito, mas resultados como os obtidos em 2022, fazem com que os alunos tenham esse fôlego extra e entendam que essa cobrança tem um motivo, que são os resultados obtidos pelos egressos, sendo aprovados nos melhores cursos do Brasil e nas melhores universidades. A gente teve um ano atípico, visto que por causa da pandemia, esses alunos ficaram praticamente dois anos em casa, o que fez com que os professores pensassem estratégias emergenciais para ensinar. A minha opção foi deixar as aulas gravadas, também montei um canal no Youtube, onde os alunos tinham a praticidade de ver e rever as aulas quando quisessem. Atualmente estão disponíveis para os estudantes mais de 1300 aulas gravadas, todas divididas em módulos, que são os conteúdos programáticos, e diversos exercícios resolvidos”.

O professor de Matemática, Alan Vicente Oliveira, que atuou no 3º ano de Informática em 2022, explica que, quando os alunos chegam no 3º ano, eles chegam com muitas expectativas, dúvidas e preocupações, com relação aos vestibulares e a prova do Enem. “Durante o ano letivo costumo trabalhar com os alunos questões matemáticas que envolvam, leitura, interpretação, retirada de dados, para assim pensarem em estratégias para conseguir resolver essas questões, que aparecem no Enem. Também busco questões das provas anteriores para apresentar para os alunos, as quais são resolvidas em sala de aula, dando assim uma ideia dos conteúdos que são cobrados em matemática, tanto no Enem quanto em Vestibulares em geral”.

Para a Diretora Geral, Márcia Fink, os resultados apresentados pelos egressos são reflexo da qualidade do ensino oferecida pelo IFFar – Campus Santo Augusto, uma instituição pública, gratuita e de qualidade, que vem há 15 anos fazendo o seu papel de excelência nos resultados da produção de conhecimento, junto aos cursos ofertados. “A Direção parabeniza os egressos pelo esforço, pelo estudo e pela dedicação e parabeniza também os servidores que atuam dentro de sala de aula, num conjunto integrado de conhecimento, fazendo com que o êxito, para além da nota, seja reconhecido quando eles saem para o mercado de trabalho ou mesmo ingressando em diversos cursos de graduação, sendo na própria instituição ou fora dela, como alunos com ótimo desempenho. Dessa forma, resultado do trabalho da instituição, aqui representado pelas ótimas notas obtidas pelos estudantes, se solidifica nos 15 anos de trajetória do Campus e no comprometimento para com o Ensino Público, Gratuito e de Qualidade”.

Texto: Carla Maron

Arte: Stela Paris

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