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IFFar

O Curso Técnico Integrado em Automação Industrial do IFFar – Campus Panambi promoveu, no dia 19 de março de 2026, uma roda de conversa voltada às estudantes das turmas TAI-09, TAI-10 e TAI-11, com o objetivo de incentivar o protagonismo feminino e promover a reflexão sobre a atuação de mulheres na área da automação industrial. A atividade foi realizada em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março.

A ação contou com a participação das egressas do curso Técnico em Automação, Jordana Camily Schaffer Baal e Martha Maria Reinke, que atualmente cursam Engenharia de Controle e Automação na instituição, e foi  mediada pela Profª. Drª. Miquela Piaia

Durante o encontro, as convidadas compartilharam suas trajetórias acadêmicas e profissionais, apresentando considerações relevantes acerca dos desafios enfrentados por mulheres no setor da automação industrial, bem como das oportunidades e perspectivas de atuação na área. Jordana atua na empresa PCE Engenharia e Montagens Industriais Ltda, enquanto Martha desenvolve suas atividades na Bruning Tecnometal, permitindo às estudantes o contato com diferentes contextos profissionais.

A roda de conversa constituiu-se como um espaço qualificado de diálogo, escuta e troca de experiências, contribuindo para o fortalecimento da identidade profissional das estudantes e para o estímulo à permanência e ao êxito na área tecnológica. A iniciativa foi proveitosa, destacando-se pela qualidade e profundidade das discussões, pela relevância dos exemplos compartilhados e pela significativa aproximação entre estudantes e egressas do curso.

Como lembrança desse momento, as alunas receberam um porta-retrato produzido no laboratório IF Maker, contendo um registro fotográfico realizado durante a roda de conversa.

O IFFar – campus Panambi manifesta especial agradecimento à Profª. Drª. Miquela Piaia, mentora e idealizadora do projeto Women in Automation, cuja iniciativa, dedicação e cuidado em abordar temas de grande relevância foram fundamentais para a realização deste momento. Destaca-se que ações como esta somente se concretizam a partir do comprometimento e da sensibilidade de profissionais que compreendem a importância da formação integral das estudantes.

A iniciativa, proposta pela coordenação do curso, já está em seu terceiro ano de execução, e os números mostram a efetividade de incentivar e apoiar as estudantes de Automação: em 2026 contamos com o maior número de estudantes mulheres matriculadas no curso desde sua criação.

A instituição também parabeniza e agradece às egressas Jordana Camily Schaffer Baal e Martha Maria Reinke pela trajetória construída, pela coragem em enfrentar os desafios da área e, especialmente, pela disponibilidade, dedicação e empenho em participar deste momento tão significativo, contribuindo de forma inspiradora para a formação das atuais estudantes.

Da mesma forma, o IFFar – campus Panambi agradece às empresas PCE Engenharia e Montagens Industriais Ltda e Bruning Tecnometal pelo apoio e parceria, fundamentais para a aproximação entre a formação acadêmica e o contexto profissional da área de automação industrial.

O projeto Women in Automation reafirma que meninas pertencem, sim, aos espaços da ciência, da tecnologia e da inovação — e a todos os outros que desejarem ocupar. Lugar de mulher é na escola, na ciência, na liderança, na arte, na política — onde ela quiser estar.

Que a educação siga sendo um caminho de transformação, capaz de formar gerações mais justas, críticas e conscientes, nas quais todas as mulheres possam viver com liberdade, respeito e segurança, exercendo plenamente seu potencial e protagonismo.

 

Publicado em Notícias Panambi

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  • 24/03/26
  • 17h33

Na última sexta-feira (07/03), o IFFar - Campus Panambi promoveu uma roda de conversa com as alunas do Curso Técnico em Automação Industrial. A atividade integrou a programação do projeto Estude como uma garota e contou com a participação da Engenheira Ana Alice Timm Goretti, além do apoio da Prof.ª Dra. Miquela Piaia, coordenadora do projeto, e do Dr. Eng. Marco Antônio Ferreira Boaski, coordenador do curso. A iniciativa teve ainda a parceria da empresa Kepler Weber.

O evento foi realizado em alusão ao Dia Internacional da Mulher e teve como objetivo incentivar, acolher e valorizar a presença feminina no meio acadêmico e profissional. Atualmente, as mulheres representam apenas 20% das estudantes do curso técnico integrado em Automação Industrial, o que reforça a importância de ações voltadas à equidade de gênero na área.

Durante o encontro, a Eng. Ana Alice compartilhou sua trajetória acadêmica e profissional, destacando os desafios e conquistas das mulheres em áreas tradicionalmente masculinas, como a engenharia. A conversa, mediada pela Prof.ª Miquela, gerou reflexões sobre igualdade de gênero, dificuldades no mercado de trabalho e a necessidade da luta por direitos e melhores condições.

Essa foi a primeira ação do ano do projeto Estude como uma garota, que seguirá promovendo atividades para fortalecer a presença e a participação feminina na área da ciência e tecnologia.

Estude como uma Garota

O projeto “Estude como uma garota” é coordenado pela professora Miquela Piaia e promove ações educacionais relacionadas ao empoderamento e protagonismo femininos em uma perspectiva crítica, possibilitando situações de ensino-aprendizagem significativas, reflexivas e transformadoras, aliando diferentes modos semióticos e múltiplas linguagens.

Para a professora, a jornada rumo à equidade nas relações de gênero continua sendo complexa e extensa, mas deve avançar apesar dos obstáculos e de estruturas patriarcais que muitas vezes atuam de forma incisiva e até violenta. Para todas que enfrentam formas de repressão feminina, para todos que reconhecem os fatores repressivos como desqualificadores da condição humana, e para aqueles que ainda não compreendem, a educação pavimenta o caminho para uma nova posição social, mais humana, humanista e humanizadora.

Ao analisarmos o papel da escola do século XXI não podemos mais vincular o aprendizado somente a listas de conteúdos, memorização e provas. A aprendizagem nas instituições de ensino precisa acontecer como um processo transformador. É papel da escola estimular diálogos, auxiliar na desconstrução de estereótipos, compreender que todos os envolvidos trazem experiências e conhecimentos prévios, em uma multiplicidade cultural, o que enriquece as ações pedagógicas. 

Além disso, a educação é a responsável por introduzir o tema da equidade de gênero e também desconstruir estruturas que reproduzem estereótipos, os quais inviabilizam a garantia dos direitos humanos às meninas e mulheres. Discutir sobre os movimentos feministas, sobre as mulheres e suas lutas, as quais buscam a promoção da igualdade social, política e econômica entre os gêneros, deve acontecer em todos os espaços sociais, especialmente na escola. Estude como uma garota porque lugar de mulher é também na escola. Lugar de mulher é na ciência, em cargos de liderança, na política, na literatura, na arte, enfim: lugar de mulher é onde ela quiser. Que todas sejam respeitadas, como afirma Simone de Beauvoir, "Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância."

Publicado em Notícias Panambi

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  • 14/03/25
  • 09h10
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