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Notícias IF Farroupilha

Professor do IFFar desenvolve proposta pioneira de ensino do Pensamento Computacional desplugado

Publicado em Quarta, 06 de Dezembro de 2017, 10h01 | por Assessoria de Comunicação | Voltar à página anterior

Pesquisa analisou a eficácia da abordagem do ensino de conceitos de Computação sem o uso de aparelhos eletrônicos. Alunos de escolas públicas do Brasil e da Espanha participaram da investigação.  

Anexos:

 

A precariedade da infraestrutura nas escolas públicas brasileiras faz com que muitos alunos não tenham acesso às novas tecnologias. Atualmente, 48,8% das escolas não possuem laboratórios de informática e 5,5% sequer possuem energia elétrica.

Tal realidade motivou o professor do Instituto Federal Farroupilha Christian Puhlmann Brackmann a desenvolver uma proposta pioneira no país: ensinar conceitos de Computação através do uso exclusivo de atividades desplugadas – sem o uso de aparelhos eletrônicos. O objetivo foi desenvolver objetos de aprendizagem voltados para o ensino da Computação (quase inexistentes em português) e analisar a eficácia da abordagem do ensino desplugado para promover o desenvolvimento do Pensamento Computacional na educação básica.

“Embora o uso de atividades desplugadas seja aceito no meio científico, estas atividades em geral são utilizadas como complementares às atividades realizadas com computadores. O efeito ainda não é plenamente conhecido quando são utilizadas isoladamente”, afirma Christian.

O Pensamento Computacional é uma abordagem de ensino que usa diversas técnicas oriundas da Ciência da Computação, que auxiliam os estudantes a enfrentar os desafios de modo criativo e dinâmico, solucionando problemas a partir do pensamento crítico e do raciocínio lógico. “O Pensamento Computacional precisa ser entendido atualmente como uma habilidade básica, assim como ler e escrever. Os benefícios incluem uma maior empregabilidade, uma melhor compreensão do mundo através da transversalidade em outras áreas, além de auxiliar na alfabetização digital, melhoria de produtividade, entre outros”, explica o professor.

A investigação passou por duas etapas, uma aplicação na Espanha e outra no Brasil durante os anos de 2016 e 2017. O pesquisador trabalhou com turmas de quinto e sexto anos, com alunos na faixa etária entre 10 e 12 anos. No Brasil, o professor trabalhou com 63 crianças de duas escolas públicas da cidade de Santa Maria/RS. Na Espanha, 72 crianças de duas escolas públicas de Madri participaram da pesquisa.

De modo geral, os dados estatísticos comprovam que as atividades trabalhadas com os alunos tiveram um efeito positivo em relação ao Pensamento Computacional, independentemente do país, ano escolar investigado ou gênero.

Apesar de ser estatisticamente inviável a realização de um teste comparativo entre os estudantes dos dois países pela diferença de perfis, “as aplicações tiveram um efeito esperado em ambos, podendo-se especular que há indícios de que as intervenções são eficazes em diferentes perfis de estudantes”.

O professor ressalta ainda que o Pensamento Computacional pode ser trabalhado de forma interdisciplinar, não apenas através de uma disciplina específica no currículo. “A adoção de noções de Computação na educação básica é, atualmente, uma preocupação em diversos países, como Alemanha, Argentina e Finlândia. Cresce a compreensão no mundo todo de que o desenvolvimento de tais habilidades traz benefícios educacionais, econômicos e sociais”.

A pesquisa contou com o apoio da Maurício de Souza Produções na elaboração dos materiais didáticos a fim de que representassem aspectos da cultura brasileira. Além disso, uma empresa de brinquedos norte-americana autorizou o uso dos conceitos de seus jogos e desafios como suporte e referência para o desenvolvimento dos objetos lúdicos de aprendizagem ao longo da investigação.

Reprodução Material Didático

Imagem: reprodução do material didático utilizado na pesquisa

Após a conclusão da tese, em agosto de 2017, Christian iniciou uma série de cursos de formação continuada para professores da rede pública e privada a fim de que a proposta fosse de fato integrada nas salas de aula. Realizou formações nas cidades de Santiago, Santa Maria, Panambi, Júlio de Castilhos e Porto Alegre. Além disso, integrou a equipe que enviou a primeira proposta ao Ministério da Educação para a implantação da Computação na educação básica em 2015.

A tese, em anexo, foi defendida no Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação da UFRGS com o título “Desenvolvimento do Pensamento Computacional através de atividades desplugadas na educação básica”. Christian realizou metade do curso de doutorado com afastamento integral, oportunidade concedida por meio dos programas de incentivo à qualificação profissional do IF Farroupilha.

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