Vivências fortalecem o protagonismo estudantil e a defesa da EJA

No dia 10 de junho, estudantes da Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional (EJA-EPT) do campus Júlio de Castilhos, participaram do encontro “Vivências na EJA-EPT”, um momento dedicado à socialização de experiências vividas em eventos nacionais da modalidade. A atividade reuniu as turmas do Curso Técnico em Comércio e do Curso de Padeiro das escolas Élio Salles, de Júlio de Castilhos, e Alfredo Lenhardt, de Itaara, com o propósito de compartilhar aprendizagens, fortalecer o sentimento de pertencimento e mobilizar a comunidade estudantil em defesa da EJA.
Durante o encontro, a estudante Lucimara Martins de Lima, do 1º ano do Curso Técnico em Comércio, relatou sua participação no webinário promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), realizado em 25 de maio. O evento trouxe depoimentos de estudantes de diferentes regiões do país e promoveu reflexões sobre os desafios relacionados ao acesso, à permanência e à expansão da EJA integrada à educação profissional.
As estudantes Franciéle Baumhardt, do Curso de Padeiro, e Dora Goularte, do Curso Técnico em Comércio, compartilharam as experiências vividas no XIX Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos (ENEJA). Elas destacaram a participação no segmento estudantil, espaço em que foram debatidas as principais demandas e desafios enfrentados pelos estudantes da modalidade. Entre os momentos mais marcantes, ressaltaram a oportunidade de participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, além da convivência com estudantes e educadores de diferentes estados brasileiros.
Realizado de 27 a 29 de maio, em Brasília (DF), o XIX ENEJA é um evento bianual organizado pelos Fóruns de EJA do Brasil e se constitui como um importante espaço de diálogo, articulação e mobilização, reunindo estudantes, docentes, gestores e pesquisadores comprometidos com o fortalecimento da educação de jovens, adultos e idosos.
A coordenadora do Curso Técnico em Comércio – EJA/EPT, professora Cleonice Graciano dos Santos, que acompanhou as estudantes durante o evento, destacou a relevância dessas vivências para a formação dos participantes. Segundo ela, a experiência possibilita conhecer diferentes realidades, ampliar horizontes e fortalecer a compreensão da EJA como um direito fundamental para jovens, adultos e idosos.
Encerrando o encontro, os participantes repetiram a frase que marcou o XIX ENEJA e sintetiza a luta em defesa da modalidade: “EJA é direito, mas não de qualquer jeito.”
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