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Atividades envolveram oficinas, experiências sensoriais e práticas de sensibilização com estudantes dos cursos técnicos integrados
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No sábado, 12 de setembro, estudantes dos cursos técnicos integrados do IFFar – Campus Panambi participaram de um sábado letivo dedicado à reflexão sobre inclusão, diversidade e ações afirmativas.
A programação foi organizada por integrantes dos núcleos vinculados à Coordenação de Ações Afirmativas (CAA) e à Coordenação de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (CAPNE). Ao longo da manhã, os estudantes participaram de oficinas temáticas, práticas imersivas e atividades de sensibilização realizadas em diferentes espaços do Campus.
A abertura contou com uma apresentação cultural da estudante Isadora Ohlweiler, acompanhada pelo professor Cleiton Reisdorfer Silva.
Durante as oficinas, os núcleos abordaram diferentes temáticas relacionadas ao respeito às diferenças, à valorização da diversidade e à construção de uma instituição cada vez mais inclusiva. Confira, a seguir, as atividades desenvolvidas.
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI)
As atividades promovidas pelo NEABI foram realizadas em diferentes espaços e proporcionaram reflexões, por meio de experiências sensoriais, sobre saberes, práticas e manifestações culturais dos povos originários e das populações afro-brasileiras.
Uma das atividades foi a oficina de confecção da Abayomi, boneca preta brasileira criada pela artesã maranhense Lena Martins. Durante a prática, os estudantes conheceram o contexto de criação da boneca e parte da trajetória de sua criadora. A oficina também abordou a importância de não reproduzir como fato histórico a narrativa que associa a origem das bonecas às mães africanas escravizadas durante as travessias em navios negreiros. Além de não possuir comprovação histórica, essa versão pode contribuir para suavizar a violência do processo de escravização e da diáspora africana e para apagar a autoria de Lena Martins.
Ao final da oficina, os estudantes confeccionaram suas próprias bonecas, que passaram a integrar um mural na instituição.
Em outro espaço, os participantes conheceram alguns dos principais usos de plantas medicinais entre os povos indígenas, com atenção especial às espécies utilizadas por povos presentes no Rio Grande do Sul. Além da degustação de chás, os estudantes maceraram folhas de erva-mate, acompanhando uma das etapas de preparação do insumo utilizado no chimarrão.
Outra experiência sensorial envolveu a modelagem de bolachas de milho e a degustação de tutu de feijão. Durante a atividade, os integrantes do núcleo apresentaram aspectos relacionados à presença e aos diferentes usos da farinha de milho e do feijão nas práticas alimentares de povos indígenas e de populações negras escravizadas.
Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE)
O NAPNE promoveu uma atividade voltada às experiências corporais inclusivas, propondo aos estudantes vivenciar diferentes espaços do Campus a partir da privação temporária da visão.
Inicialmente, os participantes receberam orientações sobre como atuar como guia de uma pessoa com deficiência visual. Na sequência, realizaram um percurso pelo Campus, alternando os papéis de guia e de pessoa conduzida, com o objetivo de experimentar situações relacionadas à mobilidade, à orientação espacial e à confiança.
Ao final da vivência, os grupos participaram de uma conversa sobre as percepções despertadas pela experiência, compartilhando dificuldades, aprendizados e reflexões sobre acessibilidade, autonomia e as barreiras encontradas por pessoas com deficiência visual no cotidiano.
Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NUGEDIS)
O Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NUGEDIS) promoveu uma oficina voltada à reflexão sobre o olhar do outro, as normas sociais relacionadas às masculinidades e feminilidades e a liberdade de expressão por meio do corpo e da dança.
A atividade partiu de experiências envolvendo a percepção de uma suposta maquiagem e, posteriormente, a dança livre realizada com os olhos vendados e abertos. A proposta buscou provocar reflexões sobre como julgamentos e expectativas sociais podem influenciar a maneira como as pessoas percebem o próprio corpo, fazem escolhas e constroem suas formas de ser e agir.
A oficina também estimulou o diálogo sobre o direito de cada pessoa de se expressar e construir sua identidade para além de normas e padrões socialmente estabelecidos, reconhecendo o corpo como espaço de expressão, comunicação, sentimentos e liberdade.
A prática foi realizada em três momentos, com diferentes grupos de estudantes e duração aproximada de 50 minutos para cada turma. Ao final das experiências, os participantes puderam compartilhar suas percepções e refletir coletivamente sobre as situações vivenciadas.
Publicado em Notícias Panambi
- 16/09/26
- 16h47
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