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Alunos do IFFar falam sobre autodeclaração étnico-racial na Reitoria

Publicado em Quinta, 18 de Abril de 2019, 12h51 | por Assessoria de Comunicação | Voltar à página anterior

O IFFar promoveu uma edição do projeto Café com Inclusão com a temática Autodeclaração Étnico-Racial nesta quarta-feira (17), no Auditório da Reitoria. Alunos do Campus São Vicente do Sul participaram da atividade relatando experiências.

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Foto: Antônio e Catiane são estudantes do IFFar e membros do Coletivo Nagô

Além da participação dos estudantes, a atividade também contou com uma fala do professor Mateus Silveira, da Faculdade Dom Alberto. Mateus trabalha na área e possui amplo conhecimento sobre a temática das políticas públicas de ações afirmativas e autodeclaração étnico-racial.

De acordo com o professor, o tema da autodeclaração ganhou evidência a partir de uma discussão sobre as cotas para alunos pretos e pardos nas universidades públicas brasileiras. A autodeclaração étnico-racial é um dos principais critérios para o ingresso de alunos através destas ações afirmativas. Contudo, também são aceitos critérios de confirmação da autodeclaração, como a análise fenotípica.

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Foto: Mateus Silveira é advogado e professor da Faculdade Dom Alberto

Para além das questões legais, a autodeclaração étnico-racial também diz respeito a questões de pertencimento e enfrentamento do racismo. A aluna do Campus São Vicente do Sul, Catiane da Encarnação Flores, falou que, em razão de preconceitos e racismo, as pessoas têm dificuldade em se autodeclarar pretas ou pardas.

Catiane faz parte do Coletivo Nagô, um grupo de alunos e servidores negros do Campus São Vicente do Sul que se utiliza do compartilhamento de experiências para o enfrentamento do racismo. De acordo com ela, algumas pessoas na instituição não acham necessárias ações como as realizadas pelo Coletivo, pois não enxergam o racismo no cotidiano. Para ela, o racismo existe sim nas instituições, e é necessário falar sobre ele.

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Foto: a atividade foi mediada pela estudante Emilia da Silva Della Pace, também membro do coletivo Nagõ

Instituições de educação garantem mínimo de vagas para estudantes pretos e pardos

O professor Mateus Silveira explicou que o primeiro passo para crescermos na discussão das diferenças de oportunidades entre os brasileiros, é admitirmos a existência do racismo. Durante sua fala, ele demonstrou que a própria questão do acesso às universidades é um elemento importante no enfrentamento das diferenças.

As políticas das cotas existem para ampliar o número de pessoas pretas e pardas nestas instituições, garantindo que elas possam sentir-se pertencidas a estes locais e que tenham voz em importantes setores da sociedade. Mateus defendeu a necessidade legal e constitucional das cotas, afirmando que a constituição brasileira busca satisfazer a justiça social.

O estudante do Campus São Vicente do Sul e também membro do Coletivo Nagô, Antônio José do Nascimento Neto, é um exemplo do caráter inclusivo das políticas de ações afirmativas. Durante seu relato, Antônio, que é natural do estado de São Paulo, explicou como conseguiu acessar o ensino superior após ter abandonado os estudos para trabalhar.

O IFFar reserva 60% das vagas para alunos oriundos de escolas públicas. Dentro deste percentual, existe reserva de vaga para alunos pretos, pardos e indígenas.

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Foto: Fernanda de Camargo Machado é coordenadora de Ações Inclusivas do IFFar e responsável pela organização do Café com Inclusão

Café com Inclusão - O Café com Inclusão é uma iniciativa da Coordenação de Ações Inclusivas do Instituto Federal Farroupilha e tem o objetivo de promover discussões sobre temáticas diversas entre os servidores da Instituição. A participação é aberta a todos os servidores.

A primeira atividade do projeto abordou o tema "Espaços de Ativismo Feminino".

Secom

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