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1 ano de atividades remotas: servidores compartilham experiências e aprendizados

Publicado em Segunda, 19 de Abril de 2021, 11h02 | por Assessoria de Comunicação | Voltar à página anterior

No dia 16 de março de 2020, o IFFar anunciou a suspensão das atividades presenciais em todas as suas unidades por conta do aumento de casos de Covid-19 no Brasil. Longe de seus ambientes de trabalho, servidores precisaram se adaptar a uma nova rotina, em meio a uma pandemia ainda sem data para acabar. Experiências, dificuldades e aprendizados desse período são relatados por docentes e técnicos-administrativos em vídeos e textos.

Para a técnica em alimentos Alice Ribeiro, do Campus Júlio de Castilhos (vídeo), a migração das atividades presenciais para as remotas causou bastante angústia em um primeiro momento. "Eu tive muita insegurança pela questão de como desenvolver as minhas atividades, sendo que o meu trabalho é essencialmente presencial". No depoimento em vídeo, ela conta como fez para se adaptar e os lados positivos e negativos do trabalho remoto.

 

 

A mudança da sala de aula presencial para a online exigiu de professores criatividade e reinvenção. "Aprendi várias técnicas e ferramentas digitais que antes não usava e que foram bem significativas no processo de aprendizado dos alunos e meu também”, conta Tamara da Rosa, professora de Língua Inglesa do Campus Panambi (vídeo). Apesar dos desafios e do cansaço em conciliar casa e trabalho, ela lista aspectos que foram potencializados pela utilização dos meios digitais, como a realização de cursos e o atendimento individualizado aos estudantes. "Nosso aprendizado foi muito produtivo, foi intenso e tenho certeza que essas dificuldades nos tornaram mais fortes como instituição".

 

 

 

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Ângelo Felipe Sartori, professor da área de Controle e Automação no Campus Panambi (foto), conta que buscou transpor a interação do ambiente da sala de aula presencial para o online. "A atuação docente, neste período de pandemia, obrigou a nos adaptarmos em todos os sentidos, desde buscar ferramentas e equipamentos que nos facilitam uma melhor interação com os alunos. Porém, não só equipamentos são necessários para o bom andamento das atividades. Busquei, ao máximo, a mesma dinâmica trabalhada nas atividades presenciais, como uma conversa distraída durante as aulas síncronas, momentos de aproximação, piadas, brincadeiras a fim de nos proporcionar momentos de descontração e aliviar as pressões, angústias e incertezas que temos neste momento."

 

Anderson Fetter, docente da área de educação física no Campus Jaguari (vídeo), faz um paralelo entre a situação pandêmica e a obra A Metamorfose, de Franz Kafka: "Não muito longe do cenário vivido por Gregor Samsa [personagem do livro] no conto do escritor europeu, a pandemia nos possibilitou mostrar a todos e todas as diversas facetas da sociedade". Em vídeo, ele reflete sobre as transformações em sua rotina e na sociedade em geral ao longo de 2020. Citando Rubem Alves, aponta: "Eis um período importante para metamorfosear”.

 

 

IMG-20200809-WA0002.jpgPara além das mudanças no trabalho, Fernanda de Camargo Machado, Coordenadora de Ações Inclusivas na reitoria (foto), destaca que 2020 a levou a reconhecer o que é mais importante na vida. "Nesses últimos 12 meses, eu senti todas as 'estações' internas: tive momentos de ansiedade, de esperança, de gratidão, de profunda tristeza... Às vezes, tudo isso no mesmo dia! Reconheci e acolhi os meus próprios ciclos... Mas se pudesse citar outras duas aprendizagens, seriam: a reconexão com minha a casa e tudo o que ela representa; e a confiança de que posso tornar essa jornada uma oportunidade de aprimorar os cuidados comigo e com os/as outros/as. Para isso, busquei simplificar minha vida o máximo possível, focando no essencial. A internet foi uma bela fonte de dicas para encontrar meios de materializar isso”. 

Na mesma linha, a servidora Raquel da Silva Goularte, revisora de textos na reitoria, discorre sobre as transformações pessoais ocorridas em diversas áreas no último ano. "Não tem como escrever como foi o trabalho remoto, no IFFar, em 2020, sem colocar todas essas questões, porque o trabalho esteve e está imerso em toda essa intensidade". Confira no box abaixo o texto intitulado "2020: desafios, coragem e gratidão", de sua autoria.

 

Como foi 2020, o que aprendi/tenho aprendido, o que levo para vida a partir de então:

Reforma interna: Aprendi que é saudável pedir ajuda, aprendi a valorizar esse apoio e buscar internamente as respostas, com autorresponsabilidade e coragem para ver e sentir o que dói, porque só assim vai sarar. Tento me lembrar a cada dia de respeitar que cada um tem um tempo, um ritmo, uma jornada de evolução.

Em 2020, veio a Gestação – que foi planejada e entendida como a continuidade da vida, sem pesos, sem culpas, com amor e confiança de que existe algo muito maior do que a realidade física. Consciência da finitude de recursos e do que representa saúde. Para tanto, comecei (junto com a família) a mudança de hábitos na busca de equilíbrio: alimentares, relacionamentos, organização da rotina, autocuidado.

Aprendi que educar também se aprende: que mais importante que ensinar a completar o ano letivo, ensinar a escrever/ler ou trabalhar dia e noite, em 2020, foi: ensinar a ter responsabilidade, paciência, amor ao próximo, autocuidado, cooperação em família, respeito pelas pessoas, pelos animais e a natureza, fazer com amor e com presença aquilo que precisa ser feito.

Mudanças no agir/pensar: Olhar o outro com mais paciência e empatia (porque cada um tem uma história, um contexto único), porque a dor do outro fere a todos, mesmo que a maioria não perceba, mas que cada um deve dar o melhor de si para espalhar amor e esperança, não dor, porque só assim se pode movimentar e mudar a energia existente. Tento me lembrar disso e praticar diariamente. Aprendi que é saudável saber dizer não quando necessário, passar adiante o conhecimento e ajudar quando é possível, incentivar a cooperação e o trabalho em equipe (cada um em seu tempo, no local físico em que se encontra e com a estrutura de que dispõe). Tenho aprendido a perceber o outro com amor e gratidão, e a testar/buscar novas habilidades/conhecimentos.

Aprendi que não se consegue dar conta de tudo e está tudo bem. Somos seres únicos e imperfeitos e, a cada dia, podemos fazer o possível para melhorar, então respirar, atribuir qualidade ao tempo e ter atenção plena (em cada ação, por mais simples que seja) são preceitos muito importantes que busquei praticar desde 2020 para tornar a vida (minha e dos outros) mais leve. Também tento me lembrar diariamente que temos livre arbítrio, e ele rege nossas escolhas, isso nos constitui, atraindo ou afastando tudo que chega até nós.

Não tem como escrever como foi o trabalho remoto, no IFFar, em 2020, sem colocar todas essas questões, porque o trabalho esteve e está imerso em toda essa intensidade.

Raquel da Silva Goularte, servidora do IFFar - reitoria

 

 

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Secom

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