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Egressa do IFFar participa de expedição na Antártica

Publicado em Terça, 23 de Junho de 2020, 09h28 | por Assessoria de Comunicação | Voltar à página anterior

De 02 de fevereiro a 14 de março, a egressa do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IFFar - Campus São Vicente do Sul, Lilian Pedroso Maggio, participou de expedição na Antártica a fim de coletar materiais para sua pesquisa de doutorado.

A trajetória da egressa: inserção na pesquisa desde a graduação

Lilian ingressou no IFFar em 2009 e já durante a graduação se envolveu com atividades de pesquisa. “Fui bolsista de iniciação científica do Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, sob orientação da professora Dra. Rejane Flores, o que permitiu continuar na área da pesquisa e ingressar posteriormente na pós-graduação”. Em 2016, Lilian ingressou no mestrado em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pampa. Atualmente, é doutoranda na mesma universidade, atuando no Núcleo de Estudos da Vegetação Antártica – NEVA. 

No doutorado, Lilian desenvolve atividades de pesquisa com taxonomia, sistemática e ecologia de plantas, trabalhando com espécies vegetais antárticas, sob orientação do Professor Dr. Jair Putzke. Paralelamente à tese, desenvolve atividades de pesquisa com espécies de fungos do bioma Pampa.

Para a egressa, o acesso à pesquisa, ao ensino e à extensão são os grandes diferenciais do IFFar, pois “oportuniza cada vez mais a formação de indivíduos com pensamento crítico, engajados com o meio científico e com a comunidade onde vivem”. Além disso, ela considera o IFFar “uma instituição de excelente qualidade, com um quadro de profissionais com ótima formação, contando com mestres e doutores de diversas áreas do conhecimento”.

A expedição na Antártica: pesquisa de campo em condições extremas 

De 02 de fevereiro a 14 de março, Lilian participou da operação Operantar XXXVIII. A pesquisadora embarcou no avião da Força Aérea Brasileira conhecido como Hércules C-130 na cidade de Pelotas em direção à Punta Arenas, no Chile, cidade mais próxima ao continente antártico. Posteriormente, ela voou até a base chilena Eduardo Frei Montalva, de onde embarcou no navio Ary Rongel. “No navio, permanecemos alguns dias até nosso acampamento ser lançado. Como o navio não tinha acesso à península onde ficaríamos acampados, fomos lançados de helicóptero do navio”.  

Foto Lilian Antartida 4

Após o lançamento, a equipe ficou acampada por 20 dias, totalmente isolada. Lilian conta que a primeira coisa que fizeram foi montar todo o acampamento antes de iniciar as atividades de pesquisa. “Enquanto montava o acampamento, observava tudo ao meu redor. Um lugar muito impressionante, principalmente as deslumbrantes paisagens em branco cobertas por gelo e neve, uma beleza diferente do que estamos acostumados”.

Foto Lilian Antartida 2

A pesquisa de campo de Lilian exigia coletas diárias de material para o desenvolvimento da tese de doutorado. “Ficamos acampados na Ilha Livingston, na Península de Byers, uma região com grande biodiversidade, porém um local com bastante dificuldade na questão logística, devido às caraterísticas do terreno, com regiões bastante pedregosas e lamacentas, bem como a dificuldade de caminhar vários quilômetros por dia subindo e descendo montanhas. Além disso, o que é mais difícil é a questão climática, pois é muito frio e seco, o que dificulta um pouco a resistência”.  

Foto Lilian Antartida 1

A egressa conta que, apesar de haver um planejamento das atividades de pesquisa, era difícil prever como seria a coleta dos materiais no dia devido às condições climáticas adversas e instáveis. “Muitas vezes, o dia iniciava perfeito para saída de campo e mudava totalmente ao longo do percurso, desde chuva, neblina, neve e rajadas de vento muito fortes”. Lilian relata ainda a dificuldade de se deslocar na região devido à quantidade de roupas necessárias para se proteger do frio extremo. No entanto, destaca que “apesar das dificuldades enfrentadas, tudo foi muito recompensador, ainda mais quando estamos realizando nosso trabalho de forma satisfatória e contribuindo para a ciência”.

 Foto Lilian Antartida 3

           

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