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Egresso do curso de Pós-Graduação em Computação Aplicada do IFFar – Campus Santo Ângelo tem artigo completo aprovado em evento de pós-graduação

Publicado em Segunda, 17 de Agosto de 2026, 15h56 | por Ascom Santo Ângelo | Voltar à página anterior

Sistema CVAE, desenvolvido por aluno de pós-graduação, otimiza em 75% o registro de visitas de agentes de endemias

Anexos:

 

O aluno de pós-graduação Deivis Kolling Corrêa, sob orientação do professor Juliano Gomes Weber, desenvolveu o sistema CVAE (Controle de Visitas para Agentes de Endemias), uma solução completa e integrada que moderniza o trabalho dos Agentes de Controle de Endemias no combate a doenças como dengue, zika e chikungunya. Deivis é egresso do curso de Pós-Graduação em Computação Aplicada do IFFar – Campus Santo Ângelo.

O sistema funciona em três partes que se comunicam entre si: um servidor central que armazena e gerencia todas as informações de forma segura; um aplicativo para celular que permite aos agentes registrar as visitas mesmo sem internet, sincronizando os dados depois; e um painel de controle acessível pelo computador, usado pelos coordenadores para revisar as informações e gerar automaticamente os resumos semanais em PDF. A troca de dados entre essas partes segue um padrão internacional de saúde chamado HL7 FHIR, que garante que as informações sejam organizadas de forma padronizada e compreensível por diferentes sistemas.

Testes práticos com um servidor público experiente mostraram que o registro de cada visita caiu de cerca de 10 minutos (pelo método tradicional em papel) para apenas 3 minutos. Além disso, o sistema elimina completamente a necessidade de fazer as somas manuais diárias e semanais. Em uma simulação com 5 visitas, o tempo total passou de aproximadamente 1 hora para 15 minutos — uma redução de 75%. Para os coordenadores, o trabalho deixa de ser de cálculos manuais e passa a ser de revisão técnica: o sistema gera os resumos sozinho, reduzindo erros e o tempo gasto com burocracia. Questionários aplicados confirmaram que a ferramenta é fácil de usar e que os profissionais preferem o modelo digital, que também corta gastos com papel e impressão. O sistema é leve o suficiente para funcionar bem em celulares simples e pode ser ampliado facilmente conforme a demanda cresce.

A ferramenta se mostra sustentável, de baixo custo e alinhada às necessidades da saúde pública, permitindo que as equipes dediquem mais tempo a ações reais de combate aos focos do mosquito e de educação em saúde junto à comunidade.

A interoperabilidade proporcionada pelos padrões HL7 e FHIR é fundamental nesse contexto. Eles permitem que sistemas diferentes troquem dados de saúde de forma padronizada, segura e com o mesmo “idioma”, independentemente de quem os desenvolveu. Isso garante que as informações cheguem íntegras, reduz erros, facilita a continuidade do cuidado e apoia decisões baseadas em dados confiáveis. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado bastante nessa direção por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), a infraestrutura oficial que conecta os serviços de saúde e usa o padrão HL7 FHIR como referência obrigatória. Iniciativas como o guia nacional de implementação (BR-Core), a Estratégia de Saúde Digital 2020-2028, o aplicativo Conecte SUS e a recente criação da Nuvem Soberana do SUS reforçam a construção de um sistema digital mais integrado, seguro e sob controle do país, capaz de unir a atenção básica, os hospitais e a vigilância em saúde em todo o território nacional.

O trabalho completo será apresentado no X Seminário da Pós-Graduação do IFFar que ocorre nos dias 26 e 27 de agosto, em formato on-line, e posteriormente será publicizado nos Anais do Evento, em formato PDF para leitura.

Acesse o artigo na íntegra nos anexos desta notícia.

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