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Extensão

Um pouco de história

Publicado em Terça, 02 de Junho de 2020, 10h26 | por Assessoria de Comunicação | Voltar à página anterior

A Constituição Federal de 1988, motivou uma reconfiguração conceitual da extensão universitária no Brasil. Essa mudança promoveu a alteração de um formato assistencialista e desarticulado do ensino e da pesquisa, para um processo participativo, envolvendo professores, estudantes e comunidade na construção de estratégias que promovam a indissociabilidade entre ensino e pesquisa e extensão a partir de diferentes metodologias e diálogo de saberes entre a instituição e comunidade.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira – Lei nº 9.394/96 – aborda que a educação superior entre outras finalidades, tem a incumbência de estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, de prestar serviços especializados à comunidade e de estabelecer com esta, uma relação de reciprocidade.

O Plano Nacional de Educação 2001-2010 em sua meta 23, que instituiu a “obrigatoriedade de 10% dos créditos curriculares exigidos para a graduação, integralizados em ações extensionistas”, embora a Curricularização da Extensão tomou força nas discussões a pouco anos, a ideia enquanto componente curricular não é atual.

No ano de 2012 o Forproex, o Fórum de Pró-reitores de Extensão das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (FORPROEX), na tentativa de efetivar o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, também vem promovendo estratégias que possibilitem integrar relação entre teoria e a prática por meio de uma aproximação da comunidade a partir de suas demandas sociais.

A discussão acerca da Curricularização remonta ao início do século XXI, por outro, a divulgação desse termo pode ser considerada recente. Uma nomenclatura moderna para estabelecer a inclusão das atividades acadêmicas de extensão dos cursos de graduação, na forma de componentes curriculares desses cursos, considerando-os a vinculação dos estudantes aos conhecimentos previstos no perfil do egresso, considerando a integração desses com a realidade que se vinculam os estudantes. O termo Curricularização da Extensão passou a ser amplamente utilizado nos últimos 5 anos, com a publicação da meta 12.7 do PNE 2014-2024, publicado pela Lei nº 13.005/2014.

Nesse sentido, enfatiza, através da Meta 12.7, que os cursos de graduação devem “assegurar, no mínimo, 10% (dez por cento) do total de créditos curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para áreas de grande pertinência social”.

Considerando o PNE 2014-2024, o prazo inicial para a implantação da Curricularização da Extensão, em um primeiro momento seria o ano de 2024. No entanto, com a publicação da Resolução nº 07/2018, do Conselho Nacional de Educação (CNE), o documento que estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 do PNE 2014-2024, altera o prazo instituído no PNE 2014 – 2024 e passa agora para o ano de 2021, conforme artigo 19 da supracitada resolução.

Nesse contexto, faz-se essencial o início das discussões e o planejamento institucional de implantação acerca do processo de implantação da Curricularização da Extensão no IFFar.

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